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Construindo e mantendo a imagem

Um programa mínimo de construção e manutenção de imagem. Por Carlos Reinaldo Mendes Ribeiro, professor, escritor e consultor

O processo de compra de um serviço passa necessariamente pela imagem, pois é através dela que os mecanismos cerebrais, determinantes da ação, geram a decisão.

Não é por outro motivo que o valor de uma empresa e a importância de uma organização mantêm uma relação direta com a imagem.

Construir uma imagem e mantê-la é um trabalho que deve ser entregue a profissionais e, mais que isso, deve ser atribuído a quem tenha sensibilidade e capacidade para entender a empresa, ou organização, de forma integral.

Infelizmente essa atribuição costuma ser objeto de improvisações e ações pouco responsáveis, ainda que pretensamente profissionais.

Ações irresponsáveis de construção de imagem são muitas vezes objeto de campanhas publicitárias voltadas preferencialmente para a mídia, como se fosse um ato válido e satisfatório publicar, por exemplo, um anúncio no veículo mais importante e no maior tamanho que o cliente pensa que pode suportar.

A definição de um programa de construção e manutenção de imagem deve contemplar no mínimo as seguintes etapas, não necessariamente nesta ordem:

  1. Identificar a imagem existente perante consumidores, fornecedores, parceiros, potenciais clientes, colaboradores etc.

  2. Avaliar as condições financeiras para que os investimentos a serem feitos estejam de acordo com a realidade.

  3. Assumir o sonho, ou seja, o que se quer ser, para se poder agir em busca dessa meta.

  4. Analisar as características e potencialidades de todos aqueles que, de uma forma ou de outra, entram em contato com o cliente.

  5. Dar uma atenção muito especial para as atividades de relações públicas tais como cadastro de clientes, sistema de contato com eles, analisando meticulosamente os textos que são utilizados e ações promovidas periodicamente.

  6. Avaliar criticamente a logomarca e sua utilização, face à importância que tem para identificação da imagem.

  7. Fazer uma análise retrospectiva do que tem sido feito em termos de imagem, identificando opiniões de funcionários, dirigentes, clientes, fornecedores, parceiros etc.

  8. Verificar a qualidade dos serviços prestados, entendendo sempre que produto é serviço com matéria.

  9. Analisar criticamente embalagens, instruções, folhetos, rótulos, condições dos prédios, muros e jardins, área de produção, escritórios, aparência dos colaboradores, telefonia etc.

  10. Verificar o clima funcional face à sua importância como gerador de imagem.

A partir de uma análise com essa, há possibilidade de ser formulado um plano de trabalho que cubra de forma integral as necessidades da empresa ou organização.

O plano elaborado deve ser apresentado a todos aqueles que tenham responsabilidade pela imagem, discutido e avaliado por eles, sendo reformulado no que for pertinente.

Evidentemente quem vai assumir a coordenação da geração e preservação da imagem deve fazê-lo com responsabilidade, honestidade, eficácia e, acima de tudo, criatividade.

Certamente criatividade é o diferencial positivo em termos da capacidade de quem se propõe a atuar profissionalmente nessa área.

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